A lama que vazou da barragem Fundão, em Mariana-MG, devastou 15 km² de terras ao longo de 77 km de rios, diz relatório do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Segundo o documento, divulgado pelo jornal O Estado de S.Paulo, essa extensão territorial inclui áreas de preservação permanente. O laudo técnico do Ibama deverá servir de base para a ação civil pública de cerca de R$ 20 bilhões que o governo federal pretende mover contra a Samarco. Segundo o documento, o volume de rejeitos vazados foi de 34 milhões de metros cúbicos, de um total de 50 milhões que estavam na represa. Em relação à biodiversidade, o relatório estima que foram atingidas mais de 80 espécies nativas de peixes, 11 delas ameaçadas de extinção e 12 que são encontradas apenas no Rio Doce. O documento destaca ainda que a "mortalidade instantânea" dos animais "é apenas um dos impactos" do desastre. "Muito mais do que os organismos em si, os processos ecológicos responsáveis por produzir e sustentar a riqueza e a diversidade do Rio Doce foram afetados", diz o laudo. Ainda segundo o relatório, os impactos ambientais não se limitam aos danos diretos. O Ibama ressaltou que no meio ambiente diversas variáveis se inter-relacionam, sobretudo em uma bacia hidrográfica. "As medidas de reparação dos danos, tangíveis e intangíveis, quando viáveis, terão execução a médio e longo prazo, compreendendo neste caso pelo menos dez anos", diz o laudo. Correio
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