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28 de novembro de 2015

Cresce em 30% o número de jubartes em águas brasileiras

Em meio aos recentes desastres ambientais no país - como a morte do rio Doce (MG) provocada pelos rejeitos tóxicos da mineradora Samarco e os incêndios na Chapada Diamantina -, o número de baleias jubarte que têm migrado para se reproduzir em águas brasileiras aumentou em 30%.

O resultado do censo aéreo divulgado esta semana pelo Projeto Baleia Jubarte apontou o trânsito de cerca de 17 mil cetáceos, de julho a novembro, durante a temporada de reprodução no Brasil. O levantamento anterior, realizado em 2011, havia catalogado aproximadamente 11.400 espécimes.

Cerca de 84% desses animais, que migram dos polos nesse período, se concentram na região do Banco de Abrolhos, entre o extremo sul da Bahia e o norte do Espírito Santo, numa área que vai da foz do rio Jequitinhonha à do rio Doce, onde a lama da Samarco adentrou o mar.

Segundo a coordenadora do projeto, Márcia Engel, para fazer o levantamento aéreo, uma equipe com quatro pesquisadores sobrevoou o litoral do Rio Grande do Norte ao Rio de Janeiro, observando os animais desde a faixa litorânea até uma profundidade de 500 metros.

Metodologia

Para facilitar o trabalho, foi utilizado um avião aerocomander de asa alta adaptado com janelas em formato de bolha, que permitiam aos pesquisadores colocar a cabeça para fora das ventanas e enxergar os animais em um ângulo de até 90 graus abaixo da aeronave.
"O levantamento é totalmente visual, com base na experiência da equipe, em anos de dedicação", frisou Márcia Engel. "Com isso, fazemos a contagem dos animais um a um, registramos a posição deles em relação à aeronave e compilamos num mapa", acrescentou.

Diretor de pesquisa do projeto, o veterinário Milton Marcondes reitera que, apesar do trabalho de conservação desenvolvido pela entidade, que tirou os cetáceos da lista de ameaçados de extinção, a população de jubartes que migrava para o Brasil já chegou a estimados 25 mil animais.

Boa parte desses mamíferos foi dizimada pela caça comercial, além de ser afetada pela poluição dos mares, redes de pesca e até atropeladas por navios. "Pode ser que o número se estabilize ou até cresça, mas tudo depende de variáveis que têm interferência direta da ação do homem", avalia.

Ambos os pesquisadores reiteram que, a essa altura, as jubartes já estão seguindo o curso de volta aos polos, onde devem passar três meses se alimentado. Com isso, não correm risco de ser afetadas pela lama da Samarco, ao contrário de algumas espécies de golfinhos e tartarugas.
Tribuna da Bahia

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