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30 de outubro de 2015

Homem cava buraco e cria casa onde mora há 25 anos em Goiás

Um homem que mora em um buraco há 25 anos está sendo processado pela própria irmã, que pede que ele seja considerado incapaz e interditado judicialmente. O caso inusitado aconteceu em Nova Roma, no norte de Goiás.
Antônio Francisco Calado, 57 anos, cavou um buraco de 8m² e construiu sua casa, com cômodos divididos e até cozinha, onde mora sozinho.
Na última terça-feira (27), o homem recebeu a visita do juiz Everton Pereira Santos, que foi verificar a situação e se posicionar a respeito de dois processos de pensão por morte dos pais e um de interdição judicial envolvendo o homem.
Segundo informações do Fantástico, tudo começou quando a irmã e curadora de Antônio, Raimunda Tereza Calado, entrou na Justiça para provar que ele era incapaz e poderia ter acesso ao benefício.
Uma audiência até foi marcada, mas Antônio não compareceu. Diante da situação, o juiz foi até a casa do homem, percorrendo 50 km de carro e mais 1 km a pé.
O magistrado afirmou que a situação do "homem do buraco" é intrigante. "É uma situação muito peculiar, indescritível. Ao mesmo tempo em que ele aparenta ter muita inteligência para usar técnicas na construção do buraco e manusear ferramentas, demonstra aparentes delírios, dizendo que conversa com os raios e trovões", disse Santos ao G1.

Em perícia já realizada, Antônio foi diagnosticado com esquizofrenia paranoide - perturbação mental grave caracterizada pela perda de contato com a realidade, alucinações e crenças falsas.
O juiz revelou ao G1 que Antônio não consegue estabelecer uma linha de raciocínio clara e linear e não fala "coisa com coisa". Apesar disso, mostra lampejos, principalmente relacionados à construção, que fazem Santos acreditar até em coisa de outro mundo.
"Ele criou um sistema para que a água da chuva não entre no buraco e ele poder utilizá-la depois. É fantástico. Quem ensinou isso para ele? Tenho a impressão que ele tem contato com outro ser. Ele se inspira em alguém, é muito estranho", disse ao G1.
De acordo com informações do G1, diante dos documentos e da inspeção ao local, o juiz deliberou pelas duas pensões - relacionadas às mortes do pai, em 2000, e da mãe, 12 anos depois - cada uma no valor de um salário mínimo. A decisão também contempla o período retroativo, num valor aproximado de R$ 70 mil.
Correio

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