O presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou nesta sexta-feira (25) que um eventual veto da presidente Dilma Rousseff ao projeto de lei, aprovado pela Casa, que permite a doação de empresas a partidos trará a "institucionalização do caixa dois e a verdadeira judicialização das eleições". A expressão caixa dois é referente a recursos não contabilizados e não declarados por campanhas eleitorais aos órgãos de controle competentes. No último dia 17, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu declarar inconstitucionais normas que permitem a empresas doar para campanhas eleitorais. Por outro lado, ao analisar itens da reforma política, em setembro, a Câmara havia aprovado projeto que permite a doação empresarial. A decisão do STF à presidente Dilma Rousseff respaldo para vetar trecho da proposta aprovada pelo Congresso. Se a nova lei for sancionada sem vetos, outra ação poderá ser apresentada ao STF para invalidar o financiamento político por pessoas jurídicas. "Se houver sanção com veto ao projeto de lei, vamos ter no limbo, na prática, só vai ter financiamento de campanha quem tiver a máquina, for membro de sindicato ou tiver corporação. Os outros vão ter que ficar, como se diz na gíria, alugando doador, pessoa física para fingir que doa. Vai ser a institucionalização do caixa dois e a verdadeira judicialização das eleições", disse Cunha, ao participar de edição do projeto Câmara Itinerante na Assembleia Legislativa de Goiás. G1
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